
Sob fortes questionamentos pela falta de transparência na concessão de incentivos tributários, o ex-governador Romeu Zema (Novo) e seu vice Mateus Simões (PSD) passaram a ser alvo de um novo pedido de investigação no Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG). A iniciativa do deputado estadual Professor Cleiton (PV) busca apurar se empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro e seus familiares foram beneficiadas por uma política de renúncias fiscais que já ultrapassa R$ 134 bilhões em Minas Gerais desde 2018.
No documento encaminhado nesta sexta-feira (22/5), o parlamentar solicita que o órgão fiscalizador analise a concessão de regimes especiais, refinanciamentos de dívidas (Refis), isenções e outros benefícios fiscais destinados a empresas que tenham como sócios Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro. Entre as companhias citadas estão Asset Energy Holding LTDA, Infrasolar Holding LTDA, Green Investimentos S.A., Green Energy e GE Energia Renovável LTDA.
A iniciativa amplia as cobranças da oposição sobre a falta de transparência na política de incentivos fiscais adotada pelo governo Zema/Simões. Professor Cleiton também requer o cruzamento de informações entre empresas beneficiadas por tratamentos tributários diferenciados e eventuais doadores de campanhas eleitorais vinculadas ao Novo, ao PSD, ao ex-governador Romeu Zema e ao atual governador Mateus Simões.
Renúncias fiscais sigilosas disparam em Minas
De acordo com dados disponíveis no site do governo de Minas Gerais, em 2018, último ano da gestão de Fernando Pimentel (PT), a administração estadual registrava 4,8 bilhões em renúncias fiscais. Hoje, o número saltou para 25 bilhões de reais.
No total, entre 2018 e 2026, o benefício fiscal passa de 134,5 bilhões de reais. A oposição também cobra a lista de todas as empresas beneficiadas pela medida, hoje classificadas como sigilosas.
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