Municípios com poucos moradores temem que a iniciativa privada não se comprometa a atender regiões com baixo potencial de lucro

Os prefeitos dos municípios do Norte de Minas estão receosos com o processo de privatização da Copasa, já desencadeado pelo governo Romeu Zema (Novo) com um projeto de lei encaminhado à Assembleia Legislativa. A preocupação deles é obter alguma garantia de que empresa privada que assumir a concessão da companhia de saneamento seja obrigada a investir no saneamento básico nos pequenos municípios que são deficitários. A Copasa atende 647 cidades dos 853 municípios mineiros.
O Governo de Minas encaminhou à Assembleia Legislativa na última quinta-feira (25), o projeto de lei (PL 4.380/25) que autoriza o Poder Executivo a promover as medidas de privatização da companhia de saneamento. A proposta integra o pacote de medidas do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).
Com o processo de estatização, também surgiram dúvidas em relação ao futuro da Copanor, subsidiária da Copasa criada por lei estadual em 2007 com o objetivo de “executar, ampliar, modelar, explorar e prestar serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário” em localidades das regiões do Norte e do Nordeste de Minas (dos vales do Jequitinhonha e do Mucuri), as áreas mais pobres do estado.




