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Comissão de Educação convoca cúpula do governo para explicar leilão de escolas e investigação de secretário

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Requerimentos de convocação foram aprovados em reunião do dia 06/05, pelos deputados Macaé Evaristo, Ulysses Gomes, Beatriz Cerqueira (presidenta a Comissão) e Lohanna. Foto: Willian Dias

Após sucessivas ausências em audiências públicas, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) decidiu convocar oficialmente o secretário de Educação, Gustavo Braga, e a controladora-geral do Estado, Marcela Oliveira Ferreira Dias, para explicar dois temas que governo Zema/Simões tenta blidas nos últimos dias: o leilão de 95 escolas estaduais e a investigação que levou à queda do ex-secretário Rossieli Soares.

A convocação foi aprovada na comissão depois que representantes do governo simplesmente não compareceram às audiências marcadas pela comissão. A ausência foi interpretada por parlamentares como tentativa de evitar esclarecimentos sobre decisões polêmicas tomadas pela gestão estadual.

A presidente da Comissão de Educação, deputada Beatriz Cerqueira (PT), afirma que, em uma tentativa de blindagem, o governo tem evitado prestar contas sobre decisões que impactam diretamente estudantes, professores e comunidades escolares.

Para a parlamentar, a Casa Legislativa e o povo mineiro precisam de respostas sobre a investigação envolvendo o ex-secretário Rossieli Soares, exonerado abruptamente pelo governo após a divulgação de que a Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais conduz um procedimento investigativo contra ele. No entanto, até hoje, o Executivo mineiro não esclareceu publicamente qual é o objeto da investigação, quando ela começou nem quais fatos estão sendo apurados.

A falta de transparência ampliou as suspeitas e reforçou críticas sobre a condução da Secretaria de Educação no governo Zema/Simões. Rossieli deixou o cargo após uma gestão marcada por controvérsias, incluindo um contrato milionário para compra de materiais escolares sem licitação, estimado em R$ 348 milhões.

A comissão também pretende debater com o secretário de estado de Educação, Gustavo Braga, o projeto de concessão de 95 escolas da rede estadual à iniciativa privada. O governo entregou a gestão administrativa das unidades a um consórcio ligado ao fundo IG4 e ao BTG Pactual, em um contrato bilionário e de longo prazo. A previsão é que o grupo privado irá receber cerca de R$ 23,3 milhões mensais durante 25 anos.

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