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Falsidade ideológica: secretário de Cultura de Zema cria decisão fictícia para suspender edital e deputada Lohanna aciona Justiça para garantir continuidade de projetos

Deputada Lohanna desmente Secretário de Cultura e aciona Justiça para garantir continuidade de projetos culturais ameaçados em Minas
Foto: Alexandre Netto

A deputada Lohanna (PV) protocolou, nesta terça-feira (26/08), uma Ação Popular com pedido liminar contra ato da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), que suspendeu de forma abrupta e sem motivação formal a execução do Edital PNAB nº 11/2024 – Mostras e Festivais. Apesar da Secult afirmar que cumpriu decisão judicial, Lohanna confirma que não houve nenhum ato jurídico.

O edital destinou R$ 16,4 milhões para 203 projetos culturais em todo o Estado, muitos deles já em execução. Segundo a Ação Popular, a Secult anunciou a suspensão apenas por meio de notícia em seu site e de e-mails enviados a proponentes, sem publicação oficial em Diário Oficial e sem decisão administrativa formal. A deputada também argumenta que o ato não apresenta motivação suficiente, limitando-se a afirmar que a suspensão decorre de uma suposta decisão judicial em ação do Ministério Público, sem indicar número do processo, juízo competente ou fundamentos legais que sustentem a medida.

“Não há ação do Ministério Público, não há decisão judicial. Foi uma falsidade ideológica do Secretário de Cultura, Leônidas Oliveira. Ele utilizou o nome do Tribunal de Justiça e o nome do Ministério Público para tirar dos seus ombros uma responsabilidade que é da Secult pelos erros que eles repetem de forma contumaz”.

A suspensão repentina ameaça não apenas os artistas e coletivos beneficiados, mas também o público mineiro que aguarda as atividades já programadas. “É um ataque direto à cultura mineira, aos trabalhadores que fazem a arte acontecer e ao direito constitucional de acesso à cultura”, criticou a deputada.

“Não se pode aceitar que centenas de fazedores de cultura sejam prejudicados por uma decisão informal, sem transparência e sem fundamento legal. Estamos falando de trabalhadores que já iniciaram atividades, contrataram equipes, assumiram compromissos e agora estão à mercê da insegurança jurídica”, afirmou Lohanna.

Na Justiça, Lohanna requer: a suspensão imediata do ato informal da Secult, restabelecendo a execução dos projetos; que o Estado seja obrigado a adotar apenas medidas formalmente motivadas e publicadas; e, subsidiariamente, que eventuais decisões sejam moduladas para evitar prejuízos irreversíveis aos fazedores de cultura e à coletividade.

A parlamentar, que tem pautado seu mandato na valorização da cultura e na defesa de políticas públicas estruturantes para o setor, reforça que a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) foi criada justamente para democratizar e descentralizar o acesso à cultura no Brasil.

Fonte: Assessoria de Comunicação da deputada Lohanna.

Leia mais: Desmonte da cultura: governo Zema coloca em risco milhões em recursos para o setor

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