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DENÚNCIA! Zema pretende gastar R$ 41,2 milhões com recuperação de estrada que leva ao sítio de sua família

Enquanto mantém seu descaso com a população mineira, Romeu Zema segue articulando interesses pessoais no Governo de Minas. A última notícia é de que o governador vai investir R$ 41,2 milhões na recuperação de uma estrada que leva até o sítio de sua família, o “Rancho Zema”, em Rifaina (SP), localizado no lado paulista da divisa de Minas Gerais com São Paulo.

A denúncia veio à tona no dia 23/06/23, em reportagem publicada pelo O GLOBO. Segundo o jornal, o edital aberto pelo Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), em 6 de junho, prevê obras de recuperação em 107 quilômetros da MG-428, do trecho que se inicia no entroncamento da BR-262, em Araxá (MG), cidade natal de Zema, até a divisa de Minas com São Paulo, onde fica o sítio da família do governador, local que Zema passou o Ano Novo de 2020.

O assunto ganhou grande repercussão na mídia nacional. Dentre os jornais que abordaram o tema estão CBN, Extra, Estadão, Folha de São Paulo, UOL, Isto É, Brasil247, Revista Forum, Carta Capital, Brasil de Fato, O Cafezinho.

Em outra reportagem, o jornal O Globo trouxe novas informações sobre a propriedade da família Zema, na cidade de Rifaina/SP: Piscina, beira de rio e píer particular: conheça o ‘Rancho Zema’, cujo acesso será reformado pelo governo de MG

ESTRADAS ABANDONADAS

Em janeiro deste ano, reportagem do Diário do Comércio mostrou que a Precariedade das rodovias mais que quadruplicou em MG.

Segundo o texto, o número de pontos críticos nas estradas de Minas Gerais mais que quadruplicou entre 2021 e 2022, de acordo com o Painel CNT dos Pontos Críticos nas Rodovias Brasileiras, divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Minas lidera o ranking nacional, com 387 pontos críticos – o equivalente a 15% do total de ocorrências registrado no País. São 36 a mais que o segundo colocado, Pará (351), e 128 pontos acima do terceiro, Amazonas (259). Para efeito de comparação, o Estado ficou apenas em oitavo no ranking de 2021, com 5,4% das ocorrências.

A prioridade de Zema não é o povo 

Minas Gerais possui a maior malha rodoviária do Brasil, equivalente a 16 % de toda a malha do país. São 273 mil quilômetros de estradas: 8.881 km de vias federais, 25.933 km estaduais e 238.191 km municipais.

De acordo com o mais recente relatório da Confederação Nacional do Transporte (CNT), apenas 23,2% das estradas mineiras estão em bom ou ótimo estado. A maior parte (40,5%) das estradas em Minas tem qualidade considerada regular, enquanto 28,4% se enquadram como ruins, e 7,9% como péssimas.

Privatização das rodovias mineiras 

Zema quer entregar todo o Estado de Minas Gerais para a iniciativa privada. Não bastassem as estatais, o governador também planeja privatizar as rodovias no Estado. Em 2019, no seu primeiro ano de mandato, ele divulgou o Programa Mineiro de Concessões Rodoviárias.

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Ao todo são mais de 2,5 mil quilômetros de rodovias mineiras concedidas para a iniciativa privada nos próximos anos.

Mais uma vez Romeu Zema justifica a privatização como única saída para a regularização das contas do Estado. Porém, quem paga a conta mais uma vez é a população. Deputados do Bloco Democracia e Luta denunciam o valor abusivo dos pedágios e a demora nos investimentos nas vias. No trecho da BR 356 que liga Nova Lima a Ouro Preto, a tarifa de pedágio proposta pelo governo para o trecho é de R$ 14,51, uma valor que dificulta o trânsito de passageiros que precisam deslocar-se entre as cidades para trabalhar ou acessar serviços de saúde. 

Em 29/5/2023, a Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou audiência pública para debater o tema na Câmara de Vereadores de Ponte Nova, na Zona da Mata. 

O foco principal da reunião foi o lote 7 do programa de privatizações rodoviárias, que abrange 190,3 km de três rodovias: a BR-356 e as MGs 262 e 329, em 11 municípios: Nova Lima e Itabirito (RMBH), Rio Acima, Ouro Preto e Mariana (região Central), Acaiaca, Barra Longa, Ponte Nova, Urucânia, Piedade de Ponte Nova e Rio Casca (esses seis na Mata). De acordo com o presidente da Comissão, deputado Marquinho Lemos (PT), ao longo dos 190,3 km serão quatro pedágios: o de Nova Lima cobrará R$ 14,51; o de Ouro Preto será de R$ 11,71; de Acaiaca custará R$ 11,24; e o de Ponte Nova cobrará R$ 6,58. Para ir de Belo Horizonte a Rio Casca, um custo total de R$ 44,04.

O alto valor da tarifa não é o único problema, a expectativa é que as obras de duplicação no trecho da BR- 356 só comecem no terceiro ano. Para algumas das melhorias, o prazo de execução chega a 30 anos.

Trecho Varginha/Furnas

No sul de Minas, a história se repete. O valor da tarifa entre as cidades de Varginha e Furnas é de R$ 13,17.Um descaso com a população.

Coragem para resistir, união pra construir!

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