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Subsídio assegurado: deputados blindam Jequitinhonha e Mucuri contra efeitos da privatização da água

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Obras de saneamento básico da Copanor, no núcleo operacional de Almenara. Foto: internet

Diante do grave risco de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), uma importante e parcial vitória foi conquistada nesta semana na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), durante o debate sobre o Projeto de Lei 3.739/25, que institui as Unidades Regionais de Saneamento Básico (URBSs).

Por meio de uma emenda proposta pelo Bloco Democracia e Luta, que foi acatada e assinada por toda a Casa,  foi feita a fusão do bloco da Copasa – que engloba a Região Metropolitana de Belo Horizonte e municípios mais lucrativos – ao bloco da Copanor, subsidiária responsável pelo atendimento aos vales do Jequitinhonha e Mucuri, onde há maior necessidade de investimentos. O projeto foi aprovado de forma definitiva (2º turno) no plenário da ALMG, no dia 10/12. 

Inclusão e tarifa justa

A aprovação dessa emenda é considerada crucial para as regiões dos vales do Jequitinhonha e Mucuri. A fusão garante o mecanismo do subsídio cruzado, onde a arrecadação das áreas mais rentáveis (região Central) pode viabilizar a operação e os investimentos necessários nas localidades menores e com menos atrativos econômicos.

A avaliação é que essa medida assegura a manutenção dos serviços e dos investimentos, com uma tarifa mais justa, nas regiões que historicamente enfrentam maior déficit no acesso ao saneamento, garantindo que a universalização prevista no novo Marco Legal seja efetivamente inclusiva.

Luta contra a venda da Copasa continua! 

Se por um lado a regionalização trouxe alívio aos vales, a ameaça de privatização da Copasa continua a ser o principal ponto de embate na Assembleia de Minas. O Projeto de Lei 4.380/25, de autoria do governador Romeu Zema (Novo), que autoriza a desestatização da companhia, tem sido rechaçado pela maioria dos participantes em audiências públicas, que defenderam a suspensão imediata de sua tramitação. 

As críticas dos participantes, que incluíram representantes sindicais, populares e parlamentares, giram em torno da preocupação de que a lógica do lucro, ao substituir o compromisso social da estatal, levará ao aumento de tarifas para o consumidor, piora da qualidade dos serviços e redução de investimentos em em áreas deficitárias e vulneráveis.

Em todas as pesquisas realizadas no estado, a população também tem se manifestado contra a venda da empresa de saneamento. Veja algumas: 

Quase 60% dos mineiros reprovam a privatização da Copasa, aponta pesquisa

Maioria dos mineiros são contrários à privatização da Copasa, diz pesquisa Quaest

População mineira é contra privatização de estatais, diz consulta na ALMG

DATATEMPO: Maioria é contra privatizar empresas estatais de Minas Gerais

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