Às vésperas de uma paralisação estadual contra os ataques de Romeu Zema aos trabalhadores e ao povo mineiro, o apagão em SP mostra, assim como os crimes da Vale em MG, que as privatizações pioram radicalmente os serviços prestados à população.
Esquerda Diário
Cerca de 400 mil pessoas estão sem energia elétrica desde sexta feira no estado de SP. Após no mínimo 7 mortes durante fortes chuvas, com ventos de 100km/h, não adianta culpar a natureza pela situação de famílias trabalhadoras, cujos filhos que já ficam em desvantagem no ENEM não puderam estudar na reta final ou não conseguiram fazer a prova. A ENEL, empresa de energia do estado, foi privatizada em 2018 e de lá para cá teve seu quadro de trabalhadores diminuído em 36%.
Enquanto isso, em Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo) que, assim como Tarcísio de Freitas, é de extrema direita e privatizador, quer passar o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) ao mesmo tempo que tenta se eximir da consulta ao povo mineiro sobre a privatização da Cemig e da Copasa. Em um estado marcado pelos crimes de Mariana e Brumadinho, causados pela também privatizada Vale, é necessário barrar que Zema privatize a água e a energia.
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Romeu Zema quer atacar profundamente os serviços públicos com sua proposta de Regime de Recuperação Fiscal, aderindo a um Plano de Recuperação Fiscal que, além de não recuperar nada, fez chegar água contaminada na torneira da população fluminense. Isso porque o primeiro estado a aderir, ainda no governo Temer, foi o Rio de Janeiro, privatizando a CEDAE. Zema não está satisfeito com os rios cheios de lama tóxica, quer contaminar ainda mais a água dos mineiros.
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Zema privatiza até a educação, transferindo escolas para OS pelo projeto Somar, em mais um dos tantos ataques à educação que é alvo do governador junto à saúde, onde ele quer privatizar 13 hospitais. Com alguns dos piores salários do país, o líder do partido Novo pretende congelar salários e carreiras por novo anos.
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