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Sentindo a pressão da oposição e de servidores, Zema anuncia vale-alimentação para segurança pública

Após pressão, o governador Romeu Zema não faz mais que sua obrigação e concede auxílio-alimentação para servidores da segurança pública.

Zema (Novo) anunciou a concessão do direito de vale-alimentação para servidores da ativa da segurança pública.
Foto: Willian Dias

Depois de inúmeros protestos, paralisações e audiências públicas, a pressão da oposição e de servidores da segurança pública sobre o governador de Minas Gerais surtiu efeito. Na quarta-feira (12/03/25), Romeu Zema (Novo) voltou atrás e alterou decreto que ele havia publicado em 2020, que vedava o pagamento de vale-alimentação para policiais militares, policiais civis e bombeiros.

O anúncio ocorre após avançar, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), uma proposta para reverter a medida arbitrária de Zema. De autoria do deputado estadual Professor Cleiton (PV), integrante do Bloco Democracia e Luta, o Projeto de Resolução (PRE) 2/2023 visava suprimir dispositivo do decreto do governador, que negava o direito da categoria ao auxílio-alimentação. Em fevereiro, o PRE foi aprovado na Comissão de Administração Pública da ALMG e encaminhado para apreciação da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária.

O pagamento do vale-alimentação é também resultado da pressão das forças de segurança, que saíram às ruas reivindicando a recomposição das perdas inflacionárias dos últimos anos, melhores condições de trabalho e a concessão de auxílios, como alimentação, saúde e transporte. 

Nas redes sociais, o deputado Professor Cleiton comemorou a vitória dos servidores e destacou que Zema apenas cumpre com a sua obrigação enquanto governador.

“Ele não tem empatia, sensibilidade, não gosta de servidor público, está oferecendo aquilo que é obrigação, que é a volta do auxílio-alimentação às forças de segurança. Ele não aguenta a pressão.”

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Deputado Estadual Professor Cleiton (PV)

Servidores cobram recomposição salarial

Com defasagem salarial de mais de 40%, os servidores da forças de segurança afirmam que o auxílio-alimentação, no valor de R$ 50 por dia, não substitui a recomposição dos salários e que categoria vai continuar lutando pelo reajuste.

Segundo o presidente do Sindicato dos Escrivães de Polícia de Minas Gerais, Marcelo Horta, o governo do Estado não dialoga com os servidores. “O governador Romeu Zema autorizou o pagamento agora do auxílio alimentação. Trouxe isso como se fosse um benefício dado por ele. O que não é verdade, estamos lutando desde 2019, inclusive com ação na justiça e um projeto na ALMG”, disse Horta ao jornal O Tempo.

Embora o auxílio represente um ganho, ele é apenas paliativo diante de uma realidade que coloca Minas Gerais entre os estados com os piores salários do país na área da segurança pública. 

O descaso de Zema com a categoria ocorre desde o seu primeiro mandato, iniciado em 2019. Ao longo dos últimos anos, o governo do partido Novo vem descumprindo todos os acordos feitos com a categoria.  

Leia mais: Forças de Segurança de Minas colocam o bloco na rua em protesto contra o governo Zema

Ao criticar o descaso de Zema com a segurança pública, o deputado Professor Cleiton defendeu um novo projeto de lei para garantir esse mesmo direito do auxílio-alimentação aos servidores da Polícia Penal e do Sistema Socioeducativo

“A vitória é dos servidores e o compromisso aqui de que esse auxílio-alimentação seja estendido também à Polícia Penal, não só ao Corpo de Bombeiros Militar, à Polícia Militar e à Polícia Civil. Continuaremos na luta e continuaremos aqui enfrentando as maldades de Romeu Zema contra os servidores de Minas.”

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Deputado Estadual Professor Cleiton (PV)

Zema continua concedendo migalhas aos servidores e a oposição continua na luta, cobrando o que é direito do trabalhador!

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Coragem para resistir, união pra construir!

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