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Mais de 500 escolas da rede estadual de MG não têm água e esgoto tratados

O TEMPO | 08/09/2025

Em 13% das unidades que fazem parte da rede estadual de ensino, os dejetos são jogados direto no solo

Mais de 500 escolas da rede estadual de MG não têm água e esgoto tratados
Foto: Alex de Jesus / O TEMPO

Uma fachada pintada com cor neutra, telhado colonial emoldurando corredores de acessos às salas, desenho de amarelinha no pátio central e cartazes educacionais nas paredes. A cena poderia descrever grande parte das escolas públicas estaduais de Minas Gerais. Entretanto, um cenário invisível para quem circula por essas instituições de ensino as diferencia e impacta diretamente a saúde e o aprendizado dos estudantes que passam por elas. Em 13% das escolas da rede estadual mineira não há qualquer tipo de tratamento de esgoto, e 14% delas não têm água devidamente desinfetada para consumo.

Os dados compõem o Diagnóstico de Infraestrutura Escolar de 2024, obtidos via Lei de Acesso à Informação. Das 3.954 escolas da rede de ensino estadual mineira, 557 não têm água tratada e 517 direcionam o esgoto para fossas rudimentares – negras, absorventes ou secas –, modelos que não estão previstos no Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) por representarem risco à população e ao meio ambiente.

Em outras 425 escolas, a opção é a fossa séptica, que não exclui riscos de contaminação, como explica o Ministério das Cidades em nota: “Quando mal dimensionadas, mal construídas ou sem manutenção adequada, tornam-se fontes de contaminação ambiental e riscos à saúde pública. A falta de serviços estruturados de limpeza e destinação adequada do lodo das fossas agrava ainda mais o problema, comprometendo lençóis freáticos e cursos d’água e aumentando a incidência de doenças de veiculação hídrica”.

A Secretaria de Estado de Educação de Minas admite, em nota, que, apesar de as fossas sépticas exigirem manutenção regular, “as unidades localizadas em zonas rurais enfrentam dificuldades para contratar esse tipo de serviço”. As causas e consequências desse cenário são o mote da série de reportagens “Saneamento: a lição não aprendida”, que começa a publicar hoje. 

Leia a matéria completa no jornal O Tempo

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