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Em sua primeira vitória na luta contra a privatização da Copasa, oposição consegue adiar votação da CCJ

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Foto: Willian Dias

Ficou para a próxima semana a análise do projeto de privatização da Copasa – Projeto de Lei nº 4.380/25 – na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A votação foi adiada após horas de obstrução pelo Bloco Democracia e Luta, que conseguiu, nesta quinta-feira (13/11/25), impedir que o parecer fosse aprovado, uma vitória importante diante da pressa do governo Zema (Novo).

Enquanto a base de Zema tenta acelerar o processo, a oposição segue buscando garantir o debate aprofundado sobre o tema, com o apoio dos trabalhadores da Copasa que, mais uma vez, marcaram presença na reunião e fortaleceram a luta.

Parlamentares da oposição apresentaram 56 propostas de emendas ao projeto, para vedar aumentos abusivos nas contas de água, para garantir a manutenção de todos os investimentos programados pela Copasa e para assegurar a manutenção de áreas de proteção ambiental pertencentes à empresa, entre outros pontos.

Leia também: Fim do referendo marca retrocesso democrático e mobiliza resistência popular contra privatização da Copasa


Oposição critica proposta de privatização

A proposta de desestatização da Copasa foi alvo de críticas de parlamentares da oposição. A deputada Beatriz Cerqueira (PT) condenou o contrato feito com a empresa Ernest & Young, no valor de quase R$ 7 milhões, para levantar informações sobre a privatização da empresa.

Segundo ela, a Ernest & Young realizou monitoramento de deputados, conselheiros do Tribunal de Contas, lideranças, jornalistas e outras autoridades, além de projeções de lucro, despesas e até possíveis reajustes de tarifas, após a venda da Copasa.

De acordo com Beatriz Cerqueira, foram projetados lucros de R$ 7,7 bilhões em 2026 e de R$ 8,2 bilhões em 2027, após a privatização. Também estão estimados reajustes de 5,7% nas tarifas de água no primeiro ano após a desestatização e de 6,5% no segundo ano, nos termos do documento apresentado pela deputada.

A deputada Bella Gonçalves (Psol) também criticou a contratação do estudo. “É um ato de espionagem, que viola a prerrogativa desta Casa de fazer um debate isento”, afirmou. Ela manifestou preocupação com a continuidade dos investimentos programados pela Copasa e com a manutenção dos empregos dos funcionários da empresa após a privatização.

Já o deputado Lucas Lasmar (Rede) se disse preocupado com a manutenção dos contratos firmados pela Copasa com as prefeituras, após a privatização. “Estamos falando do futuro de uma empresa que cuida da água de milhões de mineiros”, disse. Ele contou que apresentou 40 propostas de emendas para aprimorar o PL 4.380/25.

Por sua vez, o deputado Doutor Jean Freire (PT) defendeu que é preciso aprofundar os debates sobre a privatização da Copasa. Ele argumentou que os prefeitos da Região Metropolitana de Belo Horizonte, de onde provém mais da metade do lucro da empresa, não foram ouvidos sobre a proposta do Governo do Estado.

Saiba mais sobre a PEC 24, do governador Zema, que retirou o direito do povo mimeiro decidir sobre o futuro da Copasa:

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