Depois de quase oito anos de promessas e sucateamento, o governador Romeu Zema (Novo) abandona oficialmente o cargo antes do fim do mandato para apostar em um projeto pessoal de poder. Sai sem cumprir o que prometeu e deixa para trás um rastro de destruição.
CORRUPÇÃO – PRIVILÉGIOS – FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO – DÍVIDA DISPARADA – FALTA DE TRANSPARÊNCIA – MINAS À VENDA – CAOS NA EDUCAÇÃO, SAÚDE E SEGURANÇA – ESTRADAS DESTRUÍDAS – MEIO AMBIENTE DOMINADO PELA MINERAÇÃO
Enquanto ele mira o Planalto, Minas carrega o fardo do seu (des)governo.
Ao contrário do que prega o governo, as contas públicas não foram saneadas - foram abandonadas! Sob a máscara da propaganda oficial, a realidade é devastadora: a dívida de Minas explodiu e já ultrapassa os R$ 205 bilhões.
Zema foi o único governador da história de Minas Gerais que ficou seis anos sem pagar um único centavo da dívida com a União.
O governo utilizou sucessivas prorrogações de liminar obtida no final do governo anterior para fugir dos pagamentos. Enquanto alegava falta de recursos, investia pesado em publicidade para vender uma prosperidade que nunca existiu. A tal “gestão eficiente” nada mais foi do que um calote prolongado que agora cobra seu preço.
Enquanto aumentava a dívida, o governo Zema insistia no nefasto Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Um projeto que NÃO reduzia o estoque da dívida, punia o servidor, sucateava os serviços públicos e entregava nossas estatais. Era a receita do desastre!
A oposição resistiu, impedindo que o projeto avançasse na Assembleia, enquanto liderava um movimento em busca da solução real. Sob a articulação do presidente da ALMG, Tadeu Leite, e do senador Rodrigo Pacheco, nasceu o PROPAG.
Sancionado pelo presidente Lula em 2025, o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas mudou o jogo. Em vez de cortes, soluções: juros que podem chegar a zero e 30 anos para pagar. Agora, o dinheiro que antes se perdia em juros vira escola, saneamento, transporte e segurança. Minas saiu do abismo para o investimento!
Há quase oito anos, a resistência do Bloco de Oposição impede que Zema transforme o governo de Minas em um balcão de negócios para privatizar estatais lucrativas e essenciais ao povo mineiro, como Cemig, Copasa, Gasmig e Codemig.
Sem mais chance de avançar com os projetos privatistas, Zema e Simões tentaram sequestrar o PROPAG para camuflar seu plano de venda de patrimônio do povo. Enquanto o presidente Lula oferecia diálogo e renegociação, eles usaram a estrutura do programa como “cavalo de Troia” para entregar nossas estatais.Para privatizar a Copasa, ignoraram a vontade do povo, acabando com o referendo popular.
Espionagem, contratos milionários e suspeitas de corrupção têm marcado o processo de privatização da Copasa. Em 2025, a contratação de uma consultoria por R$ 7 milhões para monitorar deputados e outras autoridades gerou pedido de CPI na ALMG. Em 2026, novas denúncias apontam possíveis conflitos de interesse e ampliam a pressão por investigação sobre a desestatização.
IMÓVEIS A PREÇO DE BANANA: A mesma estratégia oportunista – usando o PROPAG como desculpa – foi aplicada por Zema e Simões na tentativa de vender 343 imóveis do Estado com um deságio escandaloso de 45%, colocando em xeque a estrutura física de hospitais e unidades de ensino, dentre outros.
A resistência parlamentar e popular conseguiu desidratar o texto na Assembleia, mas a intenção do governo segue clara: vender barato o que é essencial para o povo.
O discurso de “equilíbrio fiscal” de Zema e Simões derreteu diante da realidade. Minas Gerais começa 2026 com o título vergonhoso de pior situação fiscal do país, com um rombo de R$ 11,3 bilhões no caixa.
Enquanto tentavam vender a imagem de um estado saneado, o Relatório de Gestão Fiscal revela a hipocrisia: sete anos depois de assumir com a promessa de “colocar as contas em dia”, o saldo é um déficit bilionário e uma dívida que quase dobrou.
Dos seis estados que começaram 2026 no “cheque especial”, a situação de Minas Gerais é, de longe, a mais crítica.
A conta não fecha: como um estado combalido financeiramente pode abrir mão de R$ 25,2 bilhões em um único ano? Sob Zema e Simões, as renúncias fiscais dispararam 250%, passando de R$ 4,8 bilhões para R$ 25,2 bilhões.
O valor de quase R$ 130 bilhões, acumulado ao longo dos últimos oito anos, é o equivalente a um orçamento inteiro do Estado, mas o que choca ainda mais é o segredo. O governo que prometeu transparência, hoje usa o sigilo para proteger os amigos privilegiados, negando ao povo o direito de saber quem ganha com o dinheiro que falta nos hospitais e nas escolas.
Governo Zema aumenta renúncias tributárias e descumpre promessa de transparência
Em lançamento de novo Portal da Transparência, Zema descartou divulgar empresas sob regime especial de tributação
Zema nega colocar fim a sigilo sobre isenções fiscais: ‘como segredo industrial’
Enquanto o contribuinte mineiro se esforça para arcar com o IPVA, Zema amplia benefícios fiscais para quem financiou sua chegada ao poder. A discrepância é escandalosa: o cidadão paga 4% de IPVA; as empresas do “time” do governador pagam apenas 1%.
Segundo o Portal da Transparência, só em 2026, a previsão é de mais de R$ 3 milhões em isenções fiscais para a locadora de veículos de Salim Mattar.
A tragédia na Zona da Mata, que deixou dezenas de mortos e milhares de desabrigados, escancara a omissão criminosa do governo Zema.
Entre 2023 e 2025, os recursos para prevenção de desastres sofreram corte de 96%. Outra denúncia revela que o governo Zema aplicou menos de 5% do previsto por ano em obras de contenção de encostas em Minas Gerais.
Mesmo com as indenizações do crime da Vale e tendo ficado sem pagar a dívida com a União, ZEMA NÃO CONSEGUIU FAZER OBRAS. São estradas em ruínas e hospitais que nunca saem do papel. Onde deveria haver asfalto novo, surgiram praças de pedágio abusivo.
Zema encerra 7 anos e meio à frente do governo sem uma realização concreta. Entre promessas vazias e propaganda cara, a realidade é o abandono.
perdas salariais acima de 40%, greves, salários abaixo do mínimo e ataques à escola pública com municipalização, terceirização e PPPs. Universidades sucateadas, gastos milionários questionados e a educação usada como palanque político.
fechamento de hospital, superlotação, falta de insumos básicos, obras que não saem do papel, profissionais no limite da exaustão, greves e decisões que fragilizam o SUS.
enquanto o governador aprovou para ele seus secretários um aumento salarial de quase 300%, os servidores de Minas Gerais são tratados como inimigos do Estado.
A defasagem salarial ultrapassa 40%, chegando a 85% em alguns casos. O cenário foi agravado pelo descumprimento de direitos e corte de recursos.
Além do arrocho salarial, o governo deixa um rastro de assédio moral, perseguição e portas fechadas ao diálogo.
Sob a gestão Zema/Simões, a educação mineira vive o extremo da desvalorização e abandono. Profissionais desrespeitados, projetos que transferem responsabilidades do Estado e medidas que comprometem a liberdade pedagógica.
A mobilização por dignidade salarial não tem trégua. Zema e Simões, que nunca pagaram o Piso Nacional do Magistério, transformaram um direito em disputa judicial.
Em greve desde o dia 04/03, a categoria reivindica uma recomposição salarial de 41,83%, correspondente às perdas de 2019 a 2025 e a aplicação do reajuste previsto na Portaria nº 82 do MEC, de 30 de janeiro de 2026, ao vencimento inicial das oito carreiras da educação básica. A Portaria 82 oficializa o novo valor do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica para 2026, fixado em R$ 5.130,63.
A desvalorização dos profissionais da Educação é tão grande que, em 2025, foi necessária uma emenda da oposição, pela deputada Beatriz Cerqueira, para garantir o óbvio: que cantineiras e faxineiras não recebam menos que um salário-mínimo.
Apesar da resistência histórica, o governo Zema/Simões insiste em projetos que asfixiam a escola pública:
Ignorados por Zema e Simões, professores da Uemg e da Unimontes têm perdas salariais acima de 70%. A defasagem para técnicos e analistas passa de 84%.
Nos últimos anos, o sucateamento das universidades estaduais mineiras chegou ao seu ponto mais crítico, com professores temporários e técnicos recebendo menos do que um salário-mínimo.
E como se não bastasse negar a recomposição salarial, Zema ainda vetou um projeto de lei de autoria da deputada Beatriz Cerqueira, que autoriza o estado a conceder promoção por escolaridade adicional a técnicos, analistas e auxiliares administrativos da Uemg e da Unimontes. Mas a justiça foi feita: no dia 18/03, a ALMG derrubou — por unanimidade — o veto do governador.
A luta pela universidade pública: em 2025, o que o governo chamou de “federalização” era, na verdade, um passaporte para a privatização da Uemg. O risco era real: perda de patrimônio, fim da autonomia e o sucateamento da gestão. Mas Zema e Simões não contavam com a força da mobilização da comunidade acadêmica e a resistência do bloco de oposição que, juntos, conseguiram barrar esse retrocesso.
Esse é o valor que o governo Zema/Simões gastou para compra de livros que não estavam no planejamento da Educação. A compra foi feita no apagar das luzes, no final de dezembro de 2025, e sem licitação, pegando “carona” em contratos de outros estados para beneficiar um mesmo grupo econômico.
A deputada Beatriz Cerqueira acionou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) para barrar o que classifica como um escandaloso “presente de Natal” à custa do dinheiro público.
O gasto de R$ 23 milhões da Secretaria de Estado da Educação com a participação de cinco mil servidores em evento educacional privado virou alvo de questionamento no Tribunal de Contas do Estado.
A despesa envolve a compra de ingressos, diárias e deslocamentos para o MOVEMENTE – Encontro Educacional para Gestor Escolar. A denúncia foi feita pela deputada Beatriz Cerqueira.
Zema e Simões transformaram a educação em espetáculo político. O chamado “aulão de inteligência artificial” terminou em confusão, feridos e fuga do governador e do vice.
O evento, realizado no Mineirão, tinha como objetivo entrar para o Guinness Book como a “maior aula de inteligência artificial do mundo”. Na prática, era uma ação de marketing sem relação com a realidade das escolas públicas de Minas, revelando-se em mais um uso eleitoreiro da educação.
Na segurança pública, policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários enfrentam salários congelados, defasagem superior a 40%, falta de infraestrutura, ausência de equipamentos básicos e sobrecarga, além de adoecimento físico e mental.
O resultado é o aumento da criminalidade causado pela fragilização das estruturas de proteção do Estado.
Conforme o Anuário 2025 de Segurança Pública, Minas Gerais registrou aumento de 5% nas mortes violentas entre 2023 e 2024, enquanto o Brasil apresentou queda de 5,4%.
O estado ocupa o terceiro lugar no ranking de crescimento de homicídios dolosos, contrariando a tendência nacional, segundo o Mapa da Segurança Pública.
O crescimento de facções como Comando Vermelho e PCC se intensificou nos últimos anos, resultado do enfraquecimento da presença do poder público.
“O crime organizado já está entranhado em Minas”, declarou o sindicato dos policiais civis em audiência na ALMG.
Minas segue entre os estados que mais matam mulheres no país, evidenciando a incapacidade do governo em enfrentar a violência de gênero.
O sistema prisional enfrenta superlotação e fragilidade estrutural, contribuindo para o aumento da reincidência criminal.
A imagem de “eficiência” do governo contrasta com o colapso operacional das forças de segurança.
Policiais acumulam perdas inflacionárias de até 50% na última década, segundo sindicatos.
“O policial trabalha dobrado e recebe metade”, relatam representantes da categoria.
Minas ocupa o terceiro lugar no país em suicídios de agentes de segurança, segundo o Mapa da Segurança Pública 2025.
Viaturas da Polícia Civil passaram a ter limite de abastecimento após corte de R$ 1,1 bilhão no orçamento.
Em 2024, seis dos sete veículos de remoção de corpos estavam parados na Grande BH.
Mortes causadas por policiais cresceram 43,17% entre 2023 e 2024.
O governador recusou convite para discutir a reforma da segurança pública com o governo federal.
A política de segurança se resume a ações de marketing, enquanto falta investimento real no combate à violência.
O caos instalado na saúde pública de Minas Gerais não é uma tragédia acidental, mas a execução calculada de um projeto político de desmonte, que asfixia o SUS para depois vender a “solução” privada como única saída.
Ao invés de valorizar os servidores e investir no fortalecimento da rede existente, o governo Zema/Simões opta por sabotar o sistema público, criando um cenário de terra arrasada onde pacientes sofrem sem atendimento e profissionais trabalham no limite da exaustão.
O sistema hospitalar de Minas enfrenta um colapso estrutural, com superlotação crítica e escassez severa de insumos.
No Hospital Júlia Kubitschek, mais de 100 leitos e salas cirúrgicas foram fechados em 2025 por falta de equipes e materiais. O João XXIII também sofre com a ausência de itens básicos.
O fechamento do bloco cirúrgico do Hospital Maria Amélia Lins agravou ainda mais a situação, sobrecarregando unidades já precarizadas.
Hospitais como o Risoleta Neves e o Infantil João Paulo II operam acima da capacidade, com equipes reduzidas e profissionais exaustos.
Em novembro, o Hospital João XXIII ficou completamente alagado durante as chuvas, escancarando o nível crítico da infraestrutura.
A greve na Fhemig é o grito de socorro de uma saúde em colapso. Com salários defasados e déficit de pessoal, profissionais enfrentam sobrecarga e adoecimento.
Sem diálogo, o governo Zema ignora as reivindicações e aposta na judicialização ao invés de valorizar quem está na linha de frente.
Mesmo após aumento de mais de 80% na contribuição dos servidores, o hospital do Ipsemg sofre com falta de equipamentos essenciais como ressonância, mamógrafos e tomógrafos.
Em 2025, servidores realizaram protestos denunciando condições insalubres e o abandono da gestão Zema.
Promessa feita e renovada durante as duas campanhas eleitorais de Zema, a conclusão dos seis hospitais regionais segue se arrastando, mesmo com recursos garantidos por meio do Acordo de Reparação pelo rompimento da barragem em Brumadinho.
Até agora, apenas a unidade de Teófilo Otoni foi inaugurada, mas ainda não começou a funcionar efetivamente. Para se tornar realidade, o Hospital Regional de Divinópolis precisou ser transferido para a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), por meio de um projeto de lei de autoria da deputada Lohanna (PV). A previsão é que as atividades iniciem no segundo semestre de 2026.
As unidades de Conselheiro Lafaiete, Sete Lagoas e Governador Valadares ainda não têm prazo para conclusão. Em Juiz de Fora, o governador já admitiu que não entregará a obra. Enquanto isso, milhares de mineiros sofrem com a falta de atendimento.
Em 2024, a oposição revelou que 47 ambulâncias novas, enviadas pelo Governo Federal, ficaram paradas por meses em um pátio do Estado.
A entrega só aconteceu após o escândalo se tornar público, enquanto pacientes sofriam sem atendimento.
O governo Zema propõe centralizar a regulação do SUS, retirando autonomia de municípios e consórcios regionais.
A medida concentra decisões no Estado e pode gerar lentidão no atendimento, além de abrir caminho para a privatização da gestão da saúde.
Segundo o Instituto Trata Brasil, Minas lidera o ranking de internações por falta de saneamento, com mais de 47 mil casos em 2024.
Apenas 43% do esgoto é tratado, enquanto o governo avança na cobrança de taxas e na privatização da Copasa.
A política ambiental do governo Romeu Zema foi marcada por denúncias de enfraquecimento da fiscalização, sucateamento de órgãos ambientais e proximidade com interesses do setor minerário.
A Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal, reforçou denúncias feitas há anos por parlamentares da oposição: o governo atuava de forma subserviente às mineradoras, permitindo o avanço de projetos controversos e fragilizando mecanismos de controle ambiental.
Um dos casos mais emblemáticos dessa política foi o avanço da mineração sobre a Serra do Curral, cartão-postal de Belo Horizonte e patrimônio natural de Minas Gerais.
Mesmo diante de forte mobilização popular, protestos de ambientalistas e questionamentos técnicos, projetos minerários avançaram.
Segundo a Agência Pública, os atos do governo Zema beneficiaram uma exploração que causou danos de R$ 30 milhões e impactos ambientais inestimáveis à Serra do Curral e ao Rio das Velhas.
Conselhos fundamentais como o Copam e o CERH passaram por mudanças que reduziram a participação social e ampliaram a influência de interesses econômicos.
Esses espaços deixaram de ser instâncias amplas de deliberação e passaram a ser acusados de legitimar decisões alinhadas ao setor minerário.
A gestão foi marcada por denúncias de atuação de consultorias financiadas pela Fiemg dentro da própria Secretaria de Meio Ambiente, enquanto prestariam serviços para mineradoras.
Também houve casos de dirigentes com vínculos anteriores com empresas do setor, levantando dúvidas sobre a imparcialidade nos processos de licenciamento.
Em regiões mineradoras, comunidades passaram a conviver com ameaças constantes, seja pela expansão de empreendimentos, seja pelos riscos de barragens.
Moradores e especialistas denunciam falta de transparência e priorização de interesses econômicos sobre a segurança das populações.
Servidores denunciaram o sucateamento das estruturas de fiscalização, com redução de recursos, falta de pessoal e perda de capacidade operacional.
Mobilizações da categoria expuseram defasagem salarial de até 85% e ausência de condições mínimas para atuação adequada.
Medidas do governo reduziram o valor de multas ambientais e ampliaram descontos para infratores.
Segundo especialistas, essas mudanças enfraquecem as punições e estimulam a impunidade em casos de crime ambiental.
Durante os quase oito anos de governo de Zema, Minas Gerais registrou retrocessos significativos nas políticas sociais, afetando populações vulneráveis, comunidades tradicionais e grupos historicamente marginalizados.
A população em situação de rua aumentou mais de 40% entre 2020 e 2025, colocando Minas Gerais no terceiro lugar no ranking nacional desse indicador.
Ao mesmo tempo, cerca de 500 mil famílias seguem sem moradia, reflexo de uma política habitacional considerada precária por parlamentares e movimentos sociais.
O governo Zema vetou a criação do Piso Mineiro de Proteção Social, proposta que garantiria recursos e direitos básicos para as populações mais pobres.
Além disso, deixou de destinar mais de R$ 1 bilhão do Fundo de Erradicação da Miséria (FEM), comprometendo ações essenciais de combate à desigualdade.
A política cultural do governo Zema pode ser resumida em dois pilares: asfixia financeira e esvaziamento institucional. Desde 2019, a gestão tratou a cultura não como um direito constitucional ou um ativo estratégico, mas como um gasto a ser cortado.
Minas correu o risco de perder R$ 22 milhões destinados ao setor audiovisual porque o governo se recusava a garantir a contrapartida de R$ 5,5 milhões.
Após pressão e protestos, o governo recuou para não perder os recursos federais já disponíveis.
Em 2023, Minas deixou de receber R$ 54 milhões destinados aos "CEUs da Cultura" por não inscrever projetos a tempo ou desistir por discordar do regulamento.
Enquanto outros estados ampliavam investimentos culturais, o governo mineiro fechava as portas para recursos federais.
A própria gestão reconheceu o colapso. O então secretário de Cultura admitiu que a área estava “cambaleando”.
A falta de equipe técnica provocou atrasos na publicação de editais, colocando em risco repasses emergenciais para artistas que dependiam desses recursos no pós-pandemia.
Zema se elegeu com a promessa de doar o próprio salário, posando como o gestor que abriria mão de privilégios. Hoje, a realidade é bem diferente: enquanto nega recomposições inflacionárias básicas a professores, policiais e médicos, Zema se beneficia de um aumento de 300% que ele deu para ele mesmo e seus secretários.
Em 2018, Zema prometeu vender a frota oficial e voar em aviões comerciais para “dar o exemplo”. Em 2025, a realidade é um escândalo de R$ 1,5 milhão em combustível de aviação.
O abuso não é de hoje. Em agosto de 2019, Zema deu “carona” ilegal ao filho em um jatinho oficial do governo, já revelando, desde cedo, que a sua ‘nova política’ guarda vícios e mordomias que ele tanto critica.
Zema pregou a gestão técnica, mas entregou o velho aparelhamento. Empresas públicas viraram cabides de emprego para aliados e correligionários.
Remuneração extra: eleito com o discurso de que acabaria com os jetons – remuneração extra paga a integrantes de conselhos de administração de empresas estatais – a prática chamada pelo próprio Zema de “condenável” foi paga durante seu mandato.
Já de saída do governo, Zema alugou carrões de luxo com dinheiro público. São quatro veículos ao custo de R$ 3 milhões. O contrato prevê 36 meses, podendo ser estendido por até 10 anos.
E vale lembrar: em janeiro, o governo Zema ampliou de um para dois anos (podendo ser prorrogados por mais dois) o período em que ex-governadores e ex-vice-governadores têm direito a segurança custeada pelo Estado e ainda estendeu o benefício aos seus familiares.
Em 2025, Minas Gerais viu escancarado o maior escândalo de corrupção da história do estado, com a Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação revelou a captura deliberada do Estado por interesses privados, a conversão de órgãos ambientais em balcões de negócios e a transformação das montanhas de Minas em mercadorias a serviço da corrupção.
Enquanto sucateia o patrimônio mineiro para justificar o plano de privatização, o governo Zema usa as empresas públicas como cabide de emprego, moeda de troca e balcão de negócios escusos.
Em 2022, a CPI da Cemig desnudou o discurso de Zema: o que era chamado de técnico foi revelado como espionagem, peculato e corrupção. O relatório pediu o indiciamento de 16 pessoas, incluindo a cúpula da estatal e dirigentes do partido Novo.
Espionagem e corrupção: Em 2025, enquanto o governo Zema preparava o plano de privatização da Copasa vários escândalos vieram à tona. A contratação da consultoria Ernst & Young, no valor R$ 7 milhões, para espionar deputados e membros de órgãos de controle virou alvo de um pedido de CPI pela oposição na Assembleia. Já em 2026, outro pedido de investigação pretende apurar esquemas de corrupção e conflitos de interesse relacionados ao processo de desestatização da Copasa.