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Prometeu eficiência, entregou abandono. Afinal, Zema serve a quem?

Enquanto o Estado afunda em crises na saúde, educação, segurança e estradas abandonadas, Romeu Zema vive em viagens e projetos que servem aos interesses de poucos — e não aos mineiros.

zema abandonou MG
Foto: I.A.

Enquanto o povo sofre com hospitais sobrecarregados, escolas sucateadas, falta de segurança, estradas esburacadas e servidores desvalorizados, o governo de Romeu Zema (Novo) se afasta cada vez mais da realidade da população.

As promessas de “eficiência” viraram apenas peça publicitária.
Em meio ao completo abandono do estado e à negligência dos problemas que afligem a população, Zema adota a velha tática de sucatear para depois privatizar.

E a pergunta que ecoa em todo canto de Minas Gerais é: “Zema serve a quem?”
Todas as respostas apontam para interesses que não se alinham com o bem-estar e as necessidades do povo mineiro.

O que o governador Zema anda fazendo? 

Zema vira as costas para Minas! Enquanto o povo sofre, o governador viaja o país e o mundo em pré-campanha eleitoral. No final de 2023, o jornal O Globo já havia denunciado: Em segundo mandato, Zema aumenta viagens e passa 25% do tempo fora de Minas Gerais . Desde então, as viagens só aumentaram, intensificando as tentativas de firmar seu nome na disputa eleitoral de 2026.

E quando não está viajando, Zema está nas redes sociais fingindo humildade, zombando da população mais pobre, atacando o governo do presidente Lula (PT) e aqueles que realmente trabalham por Minas Gerais.

E, ao invés de trabalhar para melhorar a vida da população, Romeu Zema governa em benefício próprio. Aumentou o próprio salário e de seu secretariado em 300% e tenta acelerar a venda de estatais lucrativas como Cemig e Copasa – sem ouvir a população.

Seguindo seu plano privatista, o governador Zema também quer entregar mais de 340 imóveis públicos com até 45% de desconto para beneficiar poucos, tentando abater uma dívida com a União que ele mesmo deixou de pagar por seis anos.

Saúde em colapso

Minas Gerais enfrenta um cenário de abandono institucional. No centro dessa crise está o governador Romeu Zema, responsável por desmontar serviços essenciais, fechar hospitais e cortar investimentos em saúde por todo o estado. Essas decisões têm deixado um rastro de desassistência, com milhares de mineiros sofrendo pela falta de acesso a atendimentos básicos e direitos fundamentais.

O Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), que teve o seu bloco cirúrgico fechado, é um exemplo desse abandono gerado pelo plano de privatização. Equipamentos e funcionários foram remanejados para o Hospital João XXIII, gerando sobrecarga, longas filas e atrasos em cirurgias e atendimentos de urgência. Para piorar, Zema cortou investimentos no interior. Reportagem do jornal Estado de Minas, do dia 25/06/25, denuncia que o governo de Minas reduziu em 22% investimentos em ampliação de unidades de saúde, pressionando rede.

Os problemas na saúde estão em todos os lugares. No dia 20/03/25, o Instituto Trata Brasil divulgou um levantamento alarmante: Minas Gerais lidera o ranking nacional de internações hospitalares provocadas por problemas ligados ao serviço precário de esgoto, coleta de lixo e limpeza pública. Um retrato cruel do abandono do saneamento básico em várias cidades mineiras.

Além disso, trabalhadores da saúde pública do estado denunciam a falta de um pagamento do salário-mínimo. “Segundo dados do Sindicato Único dos Servidores da Saúde do estado (Sind-Saúde/MG), mais de 300 profissionais recebem menos de um salário-mínimo. A categoria calcula que, nos últimos anos, sofreu uma perda salarial de 30,8%”. 

Leia mais: Saúde em colapso: o retrato do abandono da gestão Zema em seis atos

Educação sem investimentos e profissionais desvalorizados

A educação, pilar fundamental para o desenvolvimento de qualquer sociedade, também é alvo de retrocessos. Ao longo dos últimos quase sete anos, Zema nunca pagou o piso salarial dos profissionais da educação, gerando ondas de críticas e indignação. O desinvestimento na área compromete a qualidade do ensino e desvaloriza aqueles que dedicam suas vidas à formação das futuras gerações.

Em audiências públicas e protestos nas ruas, servidores da educação denunciam a falta de valorização e os baixos salários. Um caso emblemático é o das Auxiliares de Serviço da Educação Básica (ASB), que recebiam menos que um salário-mínimo, mesmo após anos de reivindicações. Uma afronta à dignidade de profissionais responsáveis pelo cuidado e manutenção do espaço escolar, como limpeza, organização e preparo de refeições.

Em maio deste ano, a Assembleia Legislativa aprovou emenda que proibiu que servidores da Educação Básica recebam menos do que um salário-mínimo. A medida beneficiou diretamente 38 mil ASBs.

A mobilização da comunidade escolar, do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG) e de deputadas e deputados de oposição também foi fundamental para barrar o Projeto Somar, que abria brechas perigosas para a privatização da educação pública no estado. Suspenso pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em abril deste ano, o projeto previa a transferência da gestão de escolas e serviços para Organizações Sociais (OSs), o que significaria a perda de controle público sobre a educação e o risco de precarização ainda maior do ensino.

Em outra tentativa de se livrar da responsabilidade da Educação Básica em Minas Gerais, o governo Zema apostou no projeto de municipalização, que também foi barrado. Após inúmeras denúncias e protestos, o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) proibiu novas adesões ao “Mãos dadas”. A cautelar atendeu a uma representação da deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT).

Leia mais: Zema não paga o Piso Salarial da Educação e continua um “fora da lei”

Segurança Pública: descaso e calote 

A segurança pública, área sensível e de grande preocupação para os cidadãos, não escapa do desmantelamento. Enquanto a violência assola o estado, denúncias de “calote” na segurança pública vêm à tona. A sensação de insegurança aumenta à medida que o governo negligencia as demandas por proteção e ordem.

Servidores denunciam desvalorização. Policiais civis, militares e penais reivindicam reajuste salarial e a instituição do auxílio-alimentação para as categorias. Além disso, policiais reclamam de más condições de trabalho.

“O governador Romeu Zema não se preocupa em fornecer o mínimo de condições para a segurança dos policiais civis. Tal descaso é apenas um dos exemplos da negligência com a segurança pública”, afirmou o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol/MG). 

Leia mais: Zema barra reajuste salarial para segurança pública

Sucatear para privatizar…

A tática é velha, mas segue viva em Minas Gerais: sucatear o público para entregar ao privado. E o governador Romeu Zema tem se mostrado fiel a essa cartilha desde 2019. Sob o discurso vazio de “modernização e eficiência”, o chefe do Executivo mineiro mantém sua obsessão em entregar ao setor privado as empresas públicas mais estratégicas e lucrativas do estado.

Trabalhadores e sindicatos denunciam os ataques sistemáticos à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e à Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). No ano passado, o governo Zema enviou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) dois projetos de lei (PL) para viabilizar a privatização dessas estatais, que seguem em tramitação, enfrentando forte resistência popular e do bloco de oposição.

Além de querer privatizar a Cemig e a Copasa — empresas lucrativas e estratégicas para Minas, Zema renta aprovar a qualquer custo a PEC 24/2023, que acaba com a exigência de referendo popular para essas vendas. Ou seja: o povo mineiro sequer teria o direito de votar sobre o destino do seu próprio patrimônio. Um projeto que ataca diretamente a democracia e entrega o futuro do estado nas mãos de interesses privados.

E não se trata de empresas deficitárias. A Copasa atende cerca de 11,5 milhões de mineiros e está presente em mais de 75% dos municípios. Já a Cemig é responsável pela geração e distribuição de energia em 90% das cidades do estado. Ambas são companhias lucrativas, essenciais para o funcionamento de Minas e para garantir tarifas acessíveis à população. Especialistas alertam: as experiências de privatização desses serviços em outros estados e países resultaram em piora na qualidade do atendimento, aumento abusivo nas tarifas e exclusão das regiões mais pobres e periféricas. Zema, no entanto, parece ignorar os alertas e segue com sua agenda privatista sem transparência e sem respeito pela opinião popular.

Leia mais: PEC do Cala a Boca: Zema tenta silenciar o povo mineiro para avançar com venda da Cemig e da Copasa

Minas está abandonada! Cadê o governador?

A constatação de que “Minas está abandonada” reflete o sentimento de muitos mineiros. As escolas sofrem com a falta de manutenção, assim como as estradas que cortam o estado. A decisão de “fechar hospitais e cortar recursos da saúde” agrava a crise no setor. O governo demonstra incapacidade até mesmo para manter a infraestrutura da Cidade Administrativa, há que não consegue consertar nem mesmo os elevadores do prédio.

A ausência de soluções efetivas para os problemas do estado levanta um questionamento inevitável: “Cade o governador?”. As viagens constantes e a divulgação de vídeos considerados “bizarros” e com “ataques sem noção” contrastam com a urgência das demandas da população.

Além disso, o governador tenta emplacar a narrativa de que “Minas está nos trilhos”. No entanto, dados indicam que, em seu governo, a dívida do estado com a União aumentou em mais de 50%. 

Diante deste panorama sombrio, a pergunta inicial retorna com ainda mais força: afinal, o governador Romeu Zema está servindo a quem? As evidências apontam para uma gestão que prioriza interesses particulares em detrimento do bem-estar coletivo, deixando Minas Gerais à deriva e clamando por um futuro onde seus governantes verdadeiramente sirvam ao povo mineiro.

Leia mais: Zema quer vender Minas

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