
Com reajuste em 2025, Zema será o governador mais bem pago do Brasil
REGIONALZÃO | 10.12.24 A partir de fevereiro do próximo ano, Romeu Zema terá vencimentos de

REGIONALZÃO | 10.12.24 A partir de fevereiro do próximo ano, Romeu Zema terá vencimentos de

Enquanto governadores e autoridades se reuniam no Palácio do Planalto no dia 31 de outubro para debater a crise da segurança pública, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ignorou o convite. Em um momento em que Minas enfrenta uma grave escalada de violência, com índices alarmantes de homicídios, feminicídios e violência, a ausência do governador na reunião é um sinal de descompromisso com o problema. O encontro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visava a construção de um pacto federativo para enfrentar o crime organizado.

Com um histórico de decisões que ameaçam constantemente a dignidade dos servidores, Zema tem se mostrado um governante indiferente às necessidades do funcionalismo público. Neste Dia do Servidor Público, é crucial lembrar algumas de suas medidas que refletem essa postura.

Em mais uma ação de disseminação de fake news, Zema afirmou nesta terça-feira (22/10/24) que a escassez de mão de obra no setor de comércio e varejo está relacionada ao pagamento do Bolsa Família. Essa declaração revela duas coisas: o desconhecimento do governador e sua intenção de desinformar sobre o programa do governo Lula, que comprovadamente apoia diretamente os beneficiários e gera impactos positivos para toda a comunidade, ao movimentar a economia e reduzir a vulnerabilidade social.

Em mais uma declaração enganosa, Zema afirmou, em entrevista à Rádio Itatiaia nesta terça-feira (22/10/24), que o Seguro Obrigatório para a Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT) não será retomado em Minas Gerais, apesar da determinação do governo federal. Com a afirmação, o governador tenta mais uma vez enganar o povo mineiro, intervindo em uma questão que está fora de sua competência, já que o SPVAT é um tributo federal. Por trás dessa postura, ele esconde o verdadeiro interesse de beneficiar, mais uma vez, os principais doadores de sua campanha: as locadoras de veículos.

Decreto de Zema é mais uma tentativa de atender interesses de mineradoras, negando às comunidades

É cada vez mais evidente que o governo Zema funciona apenas a serviço dos “amigos do rei”. Recentemente, os jetons expuseram o mecanismo de privilégio que favorece uma elite próxima ao governador, enquanto a população mineira enfrenta cada vez mais dificuldades. No entanto, essa remuneração adicional, destinada aos membros dos conselhos de administração de empresas estatais, é apenas um exemplo entre vários. Desde o início do mandato, Zema continua a implementar políticas que ampliam a desigualdade, concentrando os recursos e poder nas mãos de poucos enquanto os mineiros são deixados à margem.

Era uma vez um moço com sotaque carregado, mineiro nato, empreendedor. Vendia que subiu na vida graças ao seu esforço. Apresentava o Novo como saída para resolver os problemas de Minas Gerais. Ninguém dava bola para ele, mas foi num plano de oportunismo que a sua sorte mudou. Ele fez arminha e decolou. Agora era governador de Minas Gerais. Seria Deus acima de todos e Minas acima de tudo.
A Minas Gerais de Zema ficou só num conto de fadas. Podemos sim fazer alusão a sua real face: é o Robin Hood dos ricos. Ele tira dos pobres para dar aos amigos ricos.

Em julho de 2024, o governador Romeu Zema voltou a demonstrar seu desprezo pelas necessidades do povo mineiro ao publicar, de uma só vez, dois decretos que impactam profundamente a vida de milhares de pessoas, sem qualquer transparência, diálogo ou respeito aos requisitos básicos da administração pública. Em resposta a essa afronta, o deputado Leleco Pimentel (PT), do Bloco Democracia e Luta, apresentou dois projetos de resolução na Assembleia Legislativa e uma representação ao Ministério Público, buscando anular as medidas autoritárias de Zema, que atropelam a legislação e desrespeitam os direitos dos cidadãos mineiros.

Audiências solicitadas por deputados da oposição nesta semana ouviram denúncias de indígenas, quilombolas, produtores rurais e populações urbanas afetadas por barragens e atividades de mineração. Uma das audiências, realizada na Comissão de Meio Ambiente, abordou a atuação da Samarco em Ouro Preto e Mariana. A outra, na Comissão de Participação Popular, discutiu os altos índices de violência enfrentados pelos atingidos pela mineração em Minas Gerais, incluindo relatos de agressões, ameaças e atentados em todo Estado.