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Ao longo dos últimos sete anos, um dos maiores desafios da oposição na Assembleia Legislativa (ALMG) tem sido salvar as estatais mineiras – Cemig, Copasa, Gasmig e Codemig – da sanha privatista do governador Romeu Zema (Novo). Ele quer vender tudo, porém, esse seu plano sempre encontra forte resistência da sociedade civil e, principalmente, do Bloco Democracia e Luta, que permanece inabalável na defesa dos interesses estratégicos de Minas Gerais e de seu povo. 

Neste momento, o Projeto de Lei 4380/25, que visa à privatização imediata da Copasa, está em tramitação acelerada. 

Zema quer vender nossa água a qualquer custo, e é fundamental que você saiba dos perigos e das táticas por trás dessa proposta. Continue lendo para entender as consequências devastadoras dessa privatização e conhecer todo o esquema do governo para entregar o patrimônio do povo mineiro.  

Junte-se a milhares de mineiros que estão dizendo NÃO à privatização!

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Cadastre-se e entre na luta contra a venda da Copasa!

O POVO QUER A COPASA PÚBLICA!

No site da ALMG, a página do projeto de privatização da Copasa recebe opiniões da população de todo o estado. Até agora, são cerca de 10 mil contra e apenas 180 a favor.

SEM REFERENDO: ZEMA TIROU O DIREITO DO POVO DECIDIR!

Sem conseguir o apoio popular para a venda da Copasa, o governador Zema escolheu o caminho do autoritarismo. 

Com a Emenda à Constituição nº 117, ele acabou com a obrigatoriedade da consulta pública para a privatização da estatal de água, tirando do povo o direito de decidir sobre o destino do seu próprio patrimônio. Agora, a venda da Copasa segue o seu curso, sem qualquer consulta ou aprovação popular.

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CADÊ A TRANSPARÊNCIA? ZEMA QUER VENDER A COPASA SEM ESTUDO!

Duas páginas! Esse é o volume do Projeto de Lei 4380/25, que trata da privatização da Copasa. Isso mesmo! Zema quer vender a estatal sem apresentar qualquer estudo técnico que justifique a desestatização.

A FALÁCIA DA UNIVERSALIZAÇÃO: GOVERNO DESMENTE A SI MESMO

Quando pressionado, o governo Zema defende a privatização como única saída para cumprir as metas de universalização do saneamento (água e esgoto para 99% e 90% da população, respectivamente) até 2033, conforme exige o Marco Legal do Saneamento. Segundo o presidente da Copasa, seriam necessários R$ 28 bilhões de investimentos.

No entanto, essa declaração do governo entra em colisão direta com a própria realidade e informações oficiais:

A COPASA JÁ SUPERA AS METAS! É o que diz o site da própria empresa. Segundo matéria publicada em março de 2023, a Copasa tem condições de atingir e até superar as metas do Novo Marco Legal por meio de investimentos próprios planejados, prevendo R$ 7 bilhões de 2022 a 2026.

Em 2022, a Agência Nacional de Água e Saneamento (ANA) já havia confirmado a capacidade econômico-financeira da Copasa para a universalização dos serviços até o fim de 2033. 

Sites oficiais do governo:

🔺 Copasa supera meta estabelecida pelo Novo Marco Legal do Saneamento

🔺 Agência Nacional confirma capacidade da Copasa para universalização dos serviços até o fim de 2033

O governo argumenta que a privatização é vital, mas seus próprios dados e a capacidade da Copasa desmentem essa urgência e, principalmente, a necessidade de venda do patrimônio mineiro.

O POVO VAI PAGAR A CONTA!

O discurso do governo é de modernização, mas a verdade é uma só: privatizar significa tirar o controle dos serviços essenciais das mãos do povo e entregá-lo a empresas que só pensam em lucro.

Onde já privatizaram, os resultados foram:

🟡 Aumento das tarifas;

🟡 Piora da qualidade dos serviços;

🟡 Exclusão de famílias de baixa renda, que moram em locais distantes onde não dá lucro ou que têm muitos beneficiários da tarifa social;

🟡 Aumento de doenças onde o saneamento não chega;

🟡 Apagões e caos.

Entregar serviços essenciais a empresários sedentos por lucro resulta em: tarifas EXPLOSIVAS, PIORA dos serviços e EXCLUSÃO dos pobres. 

SE NÃO TEM LUCRO, O SERVIÇO NÃO CHEGA!

EXEMPLOS DE PRIVATIZAÇÃO EM MINAS, NO BRASIL E NO MUNDO

Promessa inicial:
durante o processo de licenciamento, a empresa afirmou que haveria redução nas tarifas.

  • Houve uma queda inicial de 3%.

O que aconteceu depois: em pouco tempo, as tarifas aumentaram exponencialmente:

  • +86% para famílias que utilizam a tarifa social.

  • +35% para os demais usuários residenciais.

 

Em Pará de Minas, na região Central, desde 2015, a empresa Águas de Pará de Minas, do Grupo Águas do Brasil, é responsável pelo gerenciamento da distribuição de água e pelo saneamento. 

Durante o processo de licenciamento, a empresa prometeu que haveria uma redução da tarifa. Inicialmente, o valor caiu em 3%, porém, em um curto período de tempo, cresceu exponencialmente, ficando 86% mais cara para as famílias que dependem da tarifa social e 35% para os demais usuários. 

“É uma tarifa que cresce proporcionalmente mais para os mais pobres do que para os mais ricos. A situação é de aumento da tarifa e falta de investimento. Então, essa é a primeira e mais grave consequência da privatização: não assegurar a água como direito humano aos mais vulneráveis”, avalia o mestre e doutor em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), João Bosco Senra.

PROBLEMAS:

  • Cobranças abusivas nas contas de água, com contas até três vezes maiores que a média de outros municípios.
  • O preço elevado das tarifas faz com que muitas famílias não consigam pagar, sofrendo corte do serviço e ficando desassistidas.
  • Falta de abastecimento em algumas regiões.
  • Má qualidade da água fornecida às residências, com contaminação por coliformes fecais e até presença de arsênico. 

Em Ouro Preto, na região Central, a população luta pela remunicipalização dos serviços, que desde 2020 estão sob gestão da empresa Saneouro. As famílias se queixam de cobranças abusivas, falta de abastecimento e má qualidade da água que chega às casas. 

Um levantamento da Federação das Associações de Moradores de Ouro Preto (Famop) indicou que os valores das contas cobradas na cidade são três vezes maiores que a média de outros municípios. Como consequência, famílias não conseguem pagar e acabam tendo a prestação do serviço cortada e ficando desassistidas.

Ainda, análises na qualidade da água constataram a contaminação por coliformes totais e fecais e até mesmo arsênico. 

PROBLEMAS

  • Falta de água em diversos bairros do município.

Em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce,  desde 2024, a empresa Aegea, ou Águas de Valadares, assumiu o serviço na cidade, substituindo a autarquia municipal que era responsável pela distribuição de água. Desde então, moradores de diferentes bairros do município relatam falta de água.

Segundo o Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (Ondas), em apenas uma semana após a assinatura do contrato, dezenas de bairros ficaram sem abastecimento hídrico.

Problemas:

  • Queda no percentual de tratamento de esgoto e aumento das reclamações por falta de água.

    Tarifas mais altas e serviços piores.

    Falta de água constante: famílias vivendo dias ou meses sem abastecimento nas torneiras.

    Sucessivas falhas no sistema:

    • Rompimentos de adutoras, que já resultaram em mortes.

    • No último ano, quase 20 rompimentos registrados na capital e na Baixada Fluminense.

No Rio de Janeiro, após a venda da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) para a empresa Águas do Rio, o percentual de tratamento de esgoto caiu e cresceu a quantidade de reclamações por falta d’água.

Desde o leilão da Cedae, a realidade tem sido de tarifas mais altas, serviços piores e famílias inteiras vivendo dias — às vezes meses — sem uma gota d’água nas torneiras.

As sucessivas falhas no sistema, como os rompimentos de adutoras que já resultaram em mortes, são consequências diretas do desmonte promovido pela nova gestão privada.

No último ano, foram registrados quase 20 rompimentos de adutoras na capital e em cidades da Baixada Fluminense. Em abril deste ano, uma obra mal feita pela empresa Águas do Rio interrompeu o fornecimento em dez bairros da capital e ainda derrubou o muro do metrô, impedindo a circulação de milhares de passageiros.

A empresa tem sido alvo recorrente de críticas por suas tarifas altas, e a falta de água que tem afetado a população constantemente. Durante as ondas de calor no início do ano, a crise de desabastecimento se estendeu por mais de uma semana em alguns bairros.

PROBLEMAS:

    • Falta de água constante.

    • Tarifas abusivas e cobrança por serviços não prestados.

    • Qualidade duvidosa da água.

    Sistema de esgoto inexistente ou ineficiente.

Manaus está entre as 20 piores cidades do país em saneamento básico, com tendência de piora.

No dia 4 de julho de 2000, o governo entregou à iniciativa privada os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Passados 25 anos, o que era para ser uma “solução moderna e eficiente” se revelou um verdadeiro pesadelo para a população manauara. A promessa de universalização do saneamento virou lucro para poucos e miséria para muitos.

Desde então, os moradores convivem com um serviço precário, caro e excludente. Manaus amarga hoje um dos piores desempenhos do país em saneamento: apenas 28,46% do esgoto é coletado e 22,31% tratado, segundo informações publicadas pelo Ondas. A cidade figura entre as 20 piores do país em saneamento básico, com tendência de piora ano após ano.

Mas os números contam só parte da história. A realidade vivida nos bairros da capital amazonense é ainda mais dura: falta d’água, tarifas abusivas, cobrança por serviços não prestados, qualidade duvidosa da água e um sistema de esgoto inexistente ou ineficiente. Enquanto isso, a empresa Águas de Manaus — que já passou por quatro donos diferentes — lucra alto e investe pouco, operando como se a água fosse mercadoria e não um direito humano.

A cidade, que já teve três CPIs para investigar o contrato de concessão, continua refém de um modelo falido e injusto. Em vez de interromper o contrato, a Prefeitura tem sido cúmplice das empresas, blindando um sistema que exclui justamente os mais pobres — que muitas vezes pagam caro por um serviço que não chega.

PROBLEMAS

    • Aumento das tarifas de água com valores considerados absurdos, fazendo com que contas de  R$ 70 passassem para R$ 500 por mês.
    • Queda de 10% no número de empregados um ano após a privatização.

    • Mais de 2 mil demissões, sendo 1 mil no primeiro trimestre deste ano.
    Redução das equipes de manutenção, aumentando risco de acidentes.

A Sabesp mal foi colocada nas mãos da iniciativa privada e já causou problemas para o povo de São Paulo. Relatos de aumento na tarifa de água estão surgindo por todos os lados, muitas vezes com valores absurdos.

Um ano depois da privatização da Sabesp, a redução do número de funcionários já é de 10%. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), a empresa demitiu mais de 2 mil funcionários desde a privatização, sendo 1 mil deles no primeiro trimestre deste ano, segundo o site da Sabesp.

O Sintaema aponta, ainda, risco de aumento de acidentes pela diminuição de equipes de manutenção e resposta rápida. A empresa passou por duas ocorrências de vazamento de grandes quantidades de esgoto em vias fluviais, uma próxima da Rodovia Castelo Branco e outra na Represa do Guarapiranga, um dos principais reservatórios hídricos da região metropolitana. Também criticam o plano de universalização do atendimento, até 2029, que, de acordo com a entidade, abre possibilidade para exclusão de comunidades periféricas. 

Em janeiro deste ano, denúncias de cobranças abusivas motivaram o pedido de abertura de uma CPI na Câmara de Vereadores da capital.. Poucos meses após a privatização, começaram a surgir casos de moradores da Grande São Paulo que tiveram aumentos nas suas contas, alguns passando de R$ 70 para R$ 500 ao mês.

Problemas:

    • Aumentos de preços  duas vezes acima da inflação.
    • Falta de transparência financeira
    • Falta de investimentos adequados.
    • Disputas trabalhistas no setor.

    Após a remunicipalização:

    • Queda de 8% nos preços da água.

    • Implementação de medidas sociais, como:

    • Instalação de mais de 1.200 fontes de água na cidade.

    Projetos com agricultores para uso sustentável da água.

O serviço de saneamento de Paris foi privatizado em 1984, quando, numa parceria público-privada, duas empresas, Veolia e Suez, dividiram a cidade entre si. O contrato de prestação dos serviços de abastecimento durou até 2009, um ano antes do prazo final previsto.  

Segundo o International Finance Corporation (IFC), parte dos problemas da concessão em Paris estava relacionada a uma atuação fraca do regulador dos contratos.

O controle de tarifas, por exemplo, só foi introduzido depois do início da concessão. Como estava em maturação, não foi suficiente para mitigar os aumentos nos preços, que foram duas vezes maiores que a inflação do país no mesmo período.

Na avaliação da pesquisadora Lavínia Steinfort, do Transational Institute, um dos principais problemas da privatização na capital francesa foi a falta de transparência financeira das empresas privadas. “O contrato com o setor privado foi muito rígido, sem espaço para a administração da cidade influenciar e discutir se as pessoas tinham água suficiente ou se era acessível financeiramente para elas”, diz.

Segundo ela, a falta de investimentos, a alta nos preços e disputas trabalhistas levaram à remunicipalização.

Ainda, de acordo com a pesquisadora, após a retomada dos serviços pelo município, os preços caíram 8%, e a empresa adotou medidas sociais, como a instalação de mais de 1.200 fontes de água em toda a cidade e criou projetos com agricultores da região para garantir que o uso da água fornecida leve em conta práticas de agricultura sustentável.

PROBLEMAS:

    • Tarifas em 2004 já aumentaram 35%!

    • Investimentos prometidos não foram cumpridos.

    • Contrato mal feito e sem fiscalização eficiente.

Lucro garantido, prejuízo pro povo:

    • Empresas tinham retorno mínimo de 8%, pago com aumentos na conta de água.

       

  • Nenhum incentivo à eficiência, só tarifas mais caras.

 

Em 1999, a estatal de águas de Berlim vendeu 49,9% de suas ações a duas empresas privadas, uma alemã (RWE Aqua GmbH) e outra francesa (antiga Vivendi, hoje Veolia Wasser GmbH).

Os termos dessa privatização parcial, que valeria até 2028, incluíam quatro anos sem aumentos nas tarifas, uma proibição de demissões por 15 anos e um nível de investimentos de € 250 milhões (R$ 1,4 bilhão) por ano nos dez anos seguintes.

Contudo, em 2004 os preços da água aumentaram cerca de 35%, segundo a publicação “Our Public Water Future – The Global Experience with Remunicipalisation” (o futuro de nossa água pública – a experiência global da remunicipalização), do Transational Institute.

O estudo do International Finance Corporation (IFC) mostra que um dos motivos para o fracasso da experiência privada em Berlim foi a modelagem incorreta feita pelo governo na época da concessão. Segundo o documento, obrigações contratuais não foram estimadas corretamente.

Um dos desafios, por exemplo, era padronizar e unificar os sistemas de distribuição de água e esgoto na capital alemã. As redes de distribuição da Berlim oriental eram muito mais degradadas que as redes da Berlim ocidental. Isso exigia investimentos diferentes, mas o contrato não detalhava essas peculiaridades.

Outro problema, segundo o IFC, era a exigência de garantir um retorno mínimo de 8% ao operador privado — uma espécie de atrativo para as empresas entrarem no leilão. Essa remuneração acontecia por meio de aportes estatais ou aumentos tarifários, o que, na avaliação da consultoria, não incentivou ganhos de eficiência na operação, já que a taxa de retorno estava garantida. A consequência para a população foi só uma tarifa mais cara.

Em 2012, Berlim obrigou as companhias a reduzirem em 18% as tarifas, por considerar que praticavam preços abusivos e recomprou as ações da empresa alemã. No ano seguinte, fez o mesmo com as ações da companhia francesa.

PROBLEMAS

  • Aumento excessivo das tarifas, que subiram 88,2% entre 1993 e 2002. No mesmo período, a inflação foi de apenas 7,3%.

  • Impacto desigual sobre a população:

  • Famílias de baixa renda gastavam até 9% da renda com água.

  • Usuários de renda média gastavam apenas 1,9%.

  • Os mais pobres foram os mais afetados.

Altos níveis de nitrato na água colocaram a saúde dos usuários em risco, segundo relatórios da agência reguladora.

A privatização da água na Argentina nos anos 1990 resultou em um aumento de tarifas, afetando desproporcionalmente os mais pobres. A experiência levou a uma crescente insatisfação e, posteriormente, à renacionalização de serviços em cidades como Buenos Aires e outras. 

Com a Aguas Argentinas, a tarifa de água aumentou em 88,2% entre 1993 e 2002, enquanto a inflação foi apenas de 7,3%. Isso golpeou os setores mais pobres, pois o valor cobrado pelo serviço correspondia a 9% da renda familiar da população de baixa renda, enquanto para o usuário de renda média foi de apenas 1,9%.

Apesar do argumento de que a privatização modernizaria o setor, registros indicam que a qualidade de vida da população, especialmente a de baixa renda, piorou.

 O descumprimento do contrato, a incapacidade de a concessionária privada expandir a rede de água para a periferia da Area Metropolitana de Buenos Aires e o aumento de tarifas levaram ao cancelamento do contrato e à criação da estatal Agua y Saneamientos Argentinos S.A. (AySA).

Depois de três anos de embate, o governo argentino rompeu o contrato com a concessionária e reestatizou, por decreto, o serviço de água e esgoto na Grande Buenos Aires.

Na época do anúncio da decisão, o ministro do Planejamento, Julio de Vido, alegou o reiterado “não cumprimento” do contrato de concessão e afirmou que o rompimento se deu “por culpa” da empresa, que não teria cumprido planos de investimento e de ampliação dos serviços. Citando relatórios da agência reguladora, acusou a Aguas Argentinas de pôr em risco a saúde dos usuários, pelo suposto elevado nível de nitrato na água.

MINAS GERAIS NA CONTRAMÃO DO MUNDO

Enquanto o governo Zema mantém, há sete anos, sua insistência em privatizar o patrimônio público mineiro, cresce pelo mundo o movimento de reestatização (ou “desprivatização”). 

A tendência é  impulsionada principalmente pela insatisfação popular com o aumento de tarifas, a falta de transparência e a deterioração da qualidade dos serviços sob gestão privada.

De acordo com estudos do Transnational Institute (TNI), mais de 1.400 serviços foram reestatizados globalmente entre 2000 e 2019, em cerca de 58 países. A Europa e os Estados Unidos lideram esse movimento.

PRIMEIRO O SUCATEAMENTO; DEPOIS A PRIVATIZAÇÃO!

Para privatizar a Copasa, Zema adota a velha tática do sucateamento estratégico. Ao forçar a deterioração intencional, o governo acentua na população a percepção de serviços ruins e, com isso, implanta a ideia da privatização como a “única saída” aceitável para melhorar a qualidade. O que não é verdade. 

A Copasa é lucrativa! A prioridade do governo, portanto, não é a melhoria do serviço, mas sim a venda do patrimônio para cumprir uma agenda ideológica e política, custe o que custar ao povo mineiro.

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ZEMA QUER VENDER A MELHOR DO MUNDO?

A resposta está nos fatos: em 2025, a Copasa foi eleita uma das principais empresas globais de saneamento por veículos internacionais como a revista Time e agências de rating. 

No site da própria empresa, é possível encontrar uma página com números e resultados que comprovam a eficiência da Copasa pública.

ESPIONAGEM: ZEMA USA DINHEIRO PÚBLICO PARA MONITORAR AUTORIDADES E EVITAR RESISTÊNCIAS À VENDA DA COPASA

Um crime que já está sendo investigado: o Governo Zema destinou R$ 7 milhões da Copasa para monitoramento de autoridades, órgãos de controle, imprensa, sindicatos, entre outros, durante as discussões em torno da privatização da estatal na Assembleia Legislativa. O objetivo é  evitar resistências no processo de privatização da companhia. 


Além do monitoramento, a empresa mundial de consultoria Ernest & Young produziu planos de comunicação e mensagens-chave com a estratégia principal de focar no ‘medo’ da falta de universalização até 2033. O estudo também prevê reajustes nas tarifas após a privatização, diferente do discurso do governo, que afirma que a conta de água não vai aumentar. 

ZEMA MENTE: VENDA DA COPASA NÃO É PARA PAGAR DÍVIDA!

O Governo Zema foi desmascarado! A narrativa inicial de que a privatização da Copasa era uma “exigência” para pagar a dívida de R$ 180 bilhões com a União caiu por terra: o governo federal nunca impôs a venda de estatais como condição para a adesão ao Propag.

Agora, a desculpa mudou para justificar o plano: Zema alega que precisa vender a Copasa para bancar obras de infraestrutura no estado. 

A verdade, no entanto, é puramente política e foi revelada pelo jornal O Globo: 

“O governo de Minas busca uma manobra para liberar R$ 1,4 bilhão em obras em 2026, ano eleitoral, quando o atual vice-governador Mateus Simões (PSD) disputará a sucessão de Romeu Zema (Novo). O objetivo é vender a Copasa, estatal de saneamento, e usar os recursos em “investimentos de infraestrutura”, nos moldes da estratégia adotada pelo governador do Rio, Cláudio Castro (PL), com a concessão da Cedae em 2021.”

LOBBY ESCANCARADO

A privatização da Copasa não é apenas um impulso à campanha eleitoral do vice de Zema; é a concretização de um projeto ideológico de desmonte do Estado.

Para atingir esse objetivo, o governo parte para o “vale-tudo”: ignora o interesse público e usa o debate sobre a dívida e o saneamento apenas como pretexto. O que se vê, na verdade, é um lobby descarado com o mercado financeiro e grandes investidores.

BLOCO DEMOCRACIA E LUTA RESISTE!